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E agora? Não pode ser! Não me está a acontecer a mim?! Porquê??

  • Foto do escritor: multiclic
    multiclic
  • 17 de abr. de 2019
  • 3 min de leitura

Estas são apenas algumas das perguntas com as quais os pais se deparam, quando é realizado um diagnóstico ou quando o educador/professor identifica alguma dificuldade ao seu filho.

Existem ideias preestabelecidas que diariamente ouvimos dos pais, como por exemplo “Eu era igual”, “Ele com o tempo vai lá, o irmão também foi” “Em casa consegue” ou “em casa vamos trabalhar isso com ele” e que levam a que o diagnóstico seja feito mais tarde, inviabilizando assim, o sucesso da intervenção. De fato, as crianças têm diferentes ritmos de desenvolvimento e de aprendizagem, no entanto, temos sempre que ter em conta o desenvolvimento normativo, por exemplo, um bebé deve sentar-se entre os 5 meses e os 7/8 meses, se o fizer mais tarde é considerado desenvolvimento atípico e deve ser avaliada a situação.

Infelizmente, alguns médicos desvalorizam as situações de desenvolvimento atípico, como por exemplo, uma criança que com quase 5 anos não apresenta um discurso fluente e compreensível, contribuindo desta forma para o atraso no diagnóstico e na intervenção, acarretando consequências graves para o desenvolvimento.

A intervenção precoce ajuda a prevenir problemas que podem comprometer uma aprendizagem saudável, um normal desenvolvimento, uma comunicação eficaz e uma socialização adequada assim como a qualidade de vida da criança.

Aceitar que o nosso filho não é como imaginamos, aceitar que de alguma forma é diferente porque não consegue fazer algumas coisas que as outras crianças fazem é um processo complexo e difícil para as famílias.

A aceitação da diferença de um filho não acontece de um dia para o outro. São muitas as emoções a gerir e muitas perguntas a realizar. Os pais colocam tudo e todos em causa, é mais fácil culparem a educadora ou a professora e mesmo a si próprios “sou eu que não lhe tenho dedicado o tempo que precisa” ou “quando era mais pequeno eu…”. No entanto, quanto mais cedo aceitarem e iniciarem a intervenção, maior será o potencial de desenvolvimento da criança, podendo assim superar os seus défices.



Aceitar a diferença é sobretudo um ato de amor. No caso da deficiência, é ver para lá dos défices, para lá da aparência e da vulnerabilidade. É aceitar a realidade, traçando novas metas, num caminho diferente daquele com o qual se sonhou.

Quando a criança apresenta dificuldades ou défices em algumas áreas, os pais devem pensar que quanto mais precoce for a intervenção mais sucesso iremos ter, é isso que cerca de cinquenta anos de investigação nesta área, permitiram concluir. Os estudos demonstram que a intervenção precoce proporciona ganhos, ao nível do desenvolvimento e educação das crianças que dela beneficiam, melhorando o nível de funcionamento da família e produz benefícios económicos e sociais a longo prazo. A intervenção precoce demonstra ainda resultados positivos nas crianças, porque estas quando crescem conseguem apresentar um desenvolvimento e aprendizagem adequados ou mais próximo do que deveria ser, comparativamente com as crianças que não foram alvo de intervenção precoce.


Dicas para os pais:

1. Não se culpem - utilizem essa energia no sentido de ajudarem os vossos filhos;

2. Iniciem as terapias necessárias;

3. É importante que todos estejam em sintonia, família, técnicos, educadores/professores, a articulação do trabalho é essencial;

4. A evolução e o desenvolvimento levam tempo. Haverá picos de evolução extremamente rápidos e irão ficar surpreendidos com a quantidade de coisas que já conseguem fazer/dizer/aguentar; outras vezes, parece não haver evolução alguma e os pais começaram a questionar se o que estão a fazer até ao momento valerá a pena ou não. Por muito difícil e doloroso que seja, aguardem;

5. A escola e os serviços nacionais de saúde deveram funcionar como aliados ao desenvolvimento das crianças;

6. Consultas sim, sempre. São necessárias mesmo quando não concordem com o que ouviram ou considerem que não acrescentou nada. Há sempre exames ou avaliações a considerar ou estratégias a definir

7. E, acima de tudo, arranjem tempo para brincar. Nenhuma terapia do mundo vos pode ajudar se a criança não tiver aquilo que qualquer criança precisa de ter: tempo para brincar.


Dizemos com frequência que os diagnósticos não devem assustar porque eles não são permanentes, não fazer nada é que não é solução e que poderá levar a uma situação de défices sem retorno.


Susana Costa

Psicóloga


 
 
 

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