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Mandar o “xixi e o cocó embora”

  • Foto do escritor: multiclic
    multiclic
  • 13 de jun. de 2018
  • 3 min de leitura

A aquisição do controlo dos esfíncteres é considerada uma tarefa de desenvolvimento essencial, fazendo parte da autonomização da criança e levando-a à interiorização de regras e rotinas de cuidados pessoais. Esta aprendizagem, normalmente, faz-se entre os 2 e os 3 anos.

Para ajudar a criança a adquirir esta etapa desenvolvimental, os adultos devem estruturar rotinas nas idas à casa de banho, assegurando que a criança tem maturidade fisiológica, competências cognitivas e sociais para conseguir ser bem sucedida nesta aquisição.


Habitualmente, durante o 2º ano de vida, as crianças aprendem a reconhecer as sensações associadas à bexiga cheia, entre os 2 e os 4 anos adquirem a capacidade de reter a urina. Por volta do 1º ano, a criança começa a ter consciência de que está a defecar e por volta dos 3 anos já tem um bom controlo das fezes. Inicialmente, as crianças podem escolher uma determinada posição, ou um local específico, ficar paradas, fazer caretas ou ainda ficarem muito vermelhas. Nestas situações, os pais devem mostrar à criança que compreendem o que se passa e ajudá-la a nomear o que está a acontecer, para depois as crianças serem capazes de pedir para mudar a fralda ou ir à casa de banho.

Quando a criança tem hábitos intestinais muito regulares, se os pais estiverem atentos, colocando a criança à hora provável na sanita esta transição é rápida. Quando a criança é irregular ou sofre de obstipação, esta transição pode ser mais difícil. Se a criança tiver uma experiência negativa, dolorosa ou assustadora isso poderá criar problemas de evitamento e retenção, com consequências agravadas nos hábitos intestinais da criança.


As atitudes dos pais podem ser determinantes para a aprendizagem da criança: 1) idade de início da aprendizagem; 2) tipo e quantidade de reforço e encorajamento associado aos comportamentos adequados; 3) o tipo e quantidade de punição pelos acidentes.


Quando a aprendizagem é realizada numa fase precoce, antes dos 2 anos, e a criança ainda não é capaz de compreender o que pretendem dela ou não consegue ter um controlo sobre o seu corpo para fazer o que lhes é pedido, tendem a prolongar o tempo de aprendizagem e aumentar a probabilidade de acidentes, e a ocorrência de castigos e tensão na relação entre os pais e a criança. Para iniciar a aprendizagem a criança deve ser capaz de se sentar e levantar sem cair, compreender regras e conhecer o vocabulário associado à defecação.


O adiamento do início desta aprendizagem pode atrasar a aquisição de rotinas de autonomia pessoal, o que também é prejudicial.

Alturas em que existem alterações à rotina da criança, como o nascimento de um irmão, entrada para o jardim-de-infância, mudança de casa, entre outras, não serão as mais adequadas para exigir este esforço de adaptação à criança.

Em relação ao tipo e quantidade de reforço usado, para muitas crianças a satisfação e elogio dos pais é suficiente. No entanto, outras crianças necessitam de reforços mais concretos, quando o esforço que lhes é solicitado é maior, como quando tem que interromper uma brincadeira, sair da cama ou atravessar um corredor escuro. Nestas situações, os pais podem ser companhia nas idas à casa de banho, realizarem um jogo/atividade escolhida pela criança quando não há acidentes.


Quando as crianças são alvo de castigo pelos seus acidentes podem começar a reter as fezes o que dificultará a aprendizagem.

Os pais devem procurar ajuda especializada de um psicólogo quando a criança apresenta episódios em que urina na roupa/cama durante o dia ou à noite depois dos 5 anos, e/ou quando a criança apresenta episódios em que defeca em locais inapropriados, quando tem mais de 4 anos.

A Psicóloga

Susana Costa


 
 
 

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