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Porque os pais também precisam de colo!

  • Foto do escritor: multiclic
    multiclic
  • 30 de jan de 2020
  • 3 min de leitura

“Agora não filho, tenho que arrumar o quarto”. “Agora não filho, tenho que cozinhar”. “Agora não filho, tenho que terminar este trabalho”.


A correria do dia a dia faz com que, por vezes, se dê pouco colinho e pouca atenção às crianças. É cada vez mais exigente o quotidiano das famílias e, com isso, todos sofrem. As crianças, mesmo que não tenham as exigências de um adulto, sofrem tanto ou mais com a correria dos pais. Os pais vivem numa ambivalência e sentem-se culpados por terem de trabalhar. Tentam ser os melhores profissionais para ascenderem na carreira e poderem proporcionar aos filhos aquilo que eles não tiveram e os filhos sentem que são os pais que lhes faltam.

O tempo de qualidade com as crianças são promotoras de um desenvolvimento saudável. Brincar, ler histórias ou simplesmente dar colo são importantes atividades para promover uma relação e um vínculo seguro. Atualmente sinto que são os pais que precisam também de colo. Sentem-se frustrados e cansados. Tanto se apontam dedos aos pais quando pedem para sair mais cedo do trabalho para estar na festa de Natal dos filhos como novamente se viram para eles quando não estão presentes na entrega dos diplomas de final de ano. É importante que, mais do que apontar os dedos aos pais, lhes sejam sugeridas estratégias para que todos consigam gerir melhor o quotidiano. Já se sabe que têm de trabalhar e tratar da casa, ao mesmo tempo que têm que ser pais. É importante que todos nós nos lembremos que os filhos precisam dos pais e os pais precisam dos filhos.

Devemos todos lutar por mudar as nossas políticas em relação à família e à importância do tempo em família. Enquanto não conseguimos mudanças nesse sentido, vamos deixar de apontar o dedo aos pais e pensar em formas de diminuir o stress diário de todos.





Muitas vezes, desvalorizam-se pequenos momentos do dia a dia que são vistos como tarefas automáticas, que se poderão transformar em momentos de convívio familiar. O momento muitas vezes subvalorizado pelas famílias é a hora de jantar. Quantas crianças jantam com o tablet na frente? É verdade que estão mais sossegados e distraídos até comem os brócolos cozidos, mas não conversam com os pais e irmãos, não partilham o que se passou no seu dia e não valorizam o tempo em família.

Outro momento em que se poderá brincar e conversar com as crianças é na viagem da escola para casa. Durante a viagem, consoante a idade da criança, poderá desenvolver pequenos jogos ou simplesmente partilharem o que aconteceu no dia dos dois.

Consoante a idade da criança, pode envolvê-la nas atividades do dia a dia, sugerindo, por exemplo, que o ajude a fazer a cama e, enquanto isso, conversam sobre o dia dos dois. Se for uma criança mais pequena, aproveite a hora do banho e proporcione-lhe um momento diário de brincadeira ao mesmo tempo que cumpre mais uma das tarefas. A hora de deitar é um momento em que ambos podem relaxar um pouco e poderá em 10 minutos ler uma história ao seu filho antes de dormir. Esses 10 minutos são preciosos para ajudar o seu filho a relaxar e a adormecer mais rapidamente, ao mesmo tempo que está a proporcionar-lhe um momento de fantasia e atenção exclusiva. Com certeza já experienciou tentar adormecer depois de um dia de correria e não conseguiu. O nosso corpo precisa de relaxar um pouco para induzir o sono. Se tentar adormecer o seu filho depois da correria de fazer os trabalhos de casa, tomar banho e jantar, vai sentir a dificuldade em fazê-lo, porque vai estar ainda agitado e precisa de um momento mais relaxante para adormecer. E não há nada mais relaxante na hora de dormir do que ter o carinho dos pais. Esse carinho vai fazer-lhe bem também a si!

Telma Lameira

Psicóloga

 
 
 

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